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Como calcular a aposentadoria: a fórmula dos 60% + 2% com exemplos

Resumo: desde a reforma, o valor da aposentadoria sai de uma fórmula só: 60% da média de todos os seus salários desde julho de 1994, mais 2% para cada ano de contribuição acima de 20 anos (homem) ou 15 anos (mulher). Para chegar a 100% da média, o homem precisa de 40 anos e a mulher de 35. É por isso que sair no tempo mínimo custa caro: quem para em 20 anos leva 60% da própria média, para o resto da vida.
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A fórmula

Desde a EC 103/2019, quase toda aposentadoria do INSS usa o mesmo cálculo, em três etapas:

1. A média. O INSS soma todos os seus salários de contribuição desde julho de 1994, corrigidos pela inflação, e divide pelo número de meses.

2. Os 60%. Você começa recebendo 60% dessa média.

3. Os 2% por ano. Some 2 pontos percentuais para cada ano de contribuição que exceder:

A mudança silenciosa da reforma. Antes, o cálculo descartava os 20% menores salários, o que puxava a média para cima. Hoje entra tudo — inclusive os meses em que você ganhou pouco, no começo da vida ou entre empregos. Duas pessoas com a mesma carreira recente podem ter médias bem diferentes por causa dos anos 1990.

Quanto dá, na prática

Aplicando a fórmula sobre uma média de R$ 3.000:

Tempo de contribuiçãoHomemMulher
15 anos60% → R$ 1.800
20 anos60% → R$ 1.80070% → R$ 2.100
25 anos70% → R$ 2.10080% → R$ 2.400
30 anos80% → R$ 2.40090% → R$ 2.700
35 anos90% → R$ 2.700100% → R$ 3.000
40 anos100% → R$ 3.000100% → R$ 3.000

Para chegar a 100% da média: 40 anos de contribuição para homens, 35 para mulheres.

O que isso significa para quem tem pressa

Um homem que se aposenta com 20 anos de contribuição recebe 60% da própria média — para sempre. Se esperar mais cinco anos, sobe para 70%.

Cada ano a mais vale 2% permanentes. Numa média de R$ 3.000, são R$ 60 por mês, todo mês, pelo resto da vida. Em dez anos de aposentadoria, um único ano a mais de contribuição representa mais de R$ 7.000.

É a conta que quase ninguém faz antes de pedir. A regra que libera primeiro raramente é a que paga melhor. Vale simular o valor hoje, daqui a um ano e daqui a três, e comparar.

Como usar o simulador do Meu INSS

Os limites

O resultado da fórmula é ajustado por dois tetos:

Ambos pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de 09/01/2026.

Quem contribuiu acima do teto ao longo da vida tem a média limitada a ele. Não adianta contribuir sobre valor maior que o teto — o INSS nem aceita.

As três exceções à fórmula

Nem toda aposentadoria usa 60% + 2%:

Pedágio de 100% — paga 100% da média, sem redutor. É a única regra de transição com cálculo integral, e por isso costuma compensar a espera mais longa.

As cinco regras de 2026 comparadas

Aposentadoria da pessoa com deficiência — mantém a regra própria da LC 142/2013, que a reforma não alterou: 100% da média dos 80% maiores salários, na modalidade por tempo de contribuição.

Regras da aposentadoria PCD

Incapacidade permanente por acidente de trabalho — paga 100% da média, sem o redutor de 60%.

Aposentadoria por incapacidade permanente

O que muda a sua média

Contribuir sobre valor maior aumenta a média — mas com efeito diluído, porque ela considera toda a vida contributiva desde 1994. Dobrar a contribuição nos últimos três anos move pouco uma média de trinta anos.

Períodos faltando no CNIS distorcem o cálculo dos dois lados: reduzem o tempo de contribuição (menos 2% por ano) e podem alterar a média. É por isso que conferir o extrato vem antes de qualquer simulação.

Como consultar o CNISO que fazer quando um vínculo não aparece

Contribuições em alíquota reduzida (11% ou 5%) limitam o benefício ao salário mínimo, independentemente da média.

Planos de contribuição comparados

Como estimar a sua

O simulador do Meu INSS faz essa conta com os seus dados reais e é gratuito. Mas ele só enxerga o que está no CNIS — por isso a ordem importa:

  1. Emita o CNIS e corrija o que estiver faltando ou pendente;
  2. Simule no Meu INSS;
  3. Compare cenários — hoje, daqui a um ano, daqui a três;
  4. Confira todas as regras aplicáveis, não só a primeira que você cumpre.

Cuidados

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Perguntas frequentes

Como se calcula o valor da aposentadoria em 2026?
Some todos os seus salários de contribuição desde julho de 1994, corrigidos pela inflação, e tire a média. Você recebe 60% dessa média, mais 2% por ano de contribuição que exceder 20 anos, se homem, ou 15 anos, se mulher.
Quantos anos preciso para receber 100% da média?
40 anos de contribuição para homens e 35 para mulheres. Com o tempo mínimo de cada regra, o percentual fica bem abaixo disso.
As menores contribuições entram na conta?
Sim. Desde a reforma, a média usa todos os salários desde julho de 1994. Antes descartavam-se os 20% menores, o que elevava a média. Essa possibilidade acabou.
Contribuir sobre um valor maior aumenta minha aposentadoria?
Aumenta a média, e portanto o benefício. Mas contribuições altas por pouco tempo têm efeito diluído, porque a média considera toda a vida contributiva desde 1994.
Existe cálculo diferente de 60% + 2%?
Sim, em três casos: o pedágio de 100% paga 100% da média sem redutor; a aposentadoria da pessoa com deficiência mantém regra própria da LC 142/2013; e a incapacidade permanente por acidente de trabalho paga 100% da média.

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