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Contribuição

Como contribuir para o INSS: categorias, valores e planos em 2026

Guia completo da contribuição ao INSS: quem paga o quê, tabela de descontos, alíquotas de autônomo e facultativo, planos e como regularizar atrasos.

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  • Conteúdo atualizado
  • Linguagem simples
  • Passo a passo prático

Quanto você paga ao INSS

O valor depende de como você trabalha.

MEI

R$ 81,05, já incluso no DAS

Contribuição em 2026

Os números que valem neste ano.

7,5% a 14%
desconto na folha
R$ 8.475,55
o teto em 2026
  • Quem é CLT tem desconto progressivo na folha, de 7,5% a 14%
  • Quem trabalha por conta própria escolhe o plano: 20%, 11% ou 5%
  • Os planos de 11% e 5% limitam a aposentadoria a um salário mínimo
  • Em 2026 os valores vão de R$ 81,05 a R$ 1.695,11 por mês
  • O MEI paga 5% do mínimo, já dentro do boleto DAS

Quem paga o quê

A primeira pergunta a responder é qual é a sua situação, porque tudo depende dela:

Você éQuem recolheComoQuanto
CLTA empresaDesconto na folha7,5% a 14%, progressivo
DomésticoO empregadorDAE, pelo eSocial7,5% a 14%, progressivo
Autônomo (individual)VocêGPS20% ou 11%
FacultativoVocêGPS20%, 11% ou 5%
MEIVocêDAS mensal5%, já incluso

Se você é CLT, não precisa fazer nada — o desconto sai do salário e o recolhimento é responsabilidade da empresa. Mas vale conferir se ela realmente repassou.

→ Cada categoria em detalhe: o que define a sua e o que ela garante → INSS da empregada doméstica: DAE, custo e a diferença para a diarista → Como funciona o INSS do MEI

Antes de tudo, você precisa de um número de inscrição. Quem nunca teve carteira assinada nem PIS não consegue nem emitir a guia.

→ Como conseguir o NIT e fazer a inscrição

Empregado: o desconto progressivo

Desde 2020 o desconto funciona como o imposto de renda: cada faixa do salário é tributada pela alíquota dela, não o salário inteiro pela alíquota final.

FaixaAlíquota
Até R$ 1.621,007,5%
R$ 1.621,01 a R$ 2.902,849%
R$ 2.902,85 a R$ 4.354,2712%
R$ 4.354,28 a R$ 8.475,5514%

Por isso a alíquota efetiva é sempre menor que a da faixa. Quem ganha R$ 5.000 desconta R$ 501,51 — cerca de 10%, não os 14% da faixa.

Acima do teto de R$ 8.475,55 o desconto não sobe: fica em R$ 988,09.

→ Tabela completa, com exemplos e a conta faixa a faixa

O valor sobre o qual tudo isso incide — e que depois define o seu benefício — é o salário de contribuição. Nem tudo que cai na conta entra nele: férias e 13º entram, vale-transporte não.

→ Salário de contribuição: o que entra, o que não entra e os limites

Tem dois empregos? Os salários somam e podem estourar o teto sem que nenhum dos empregadores perceba. O excedente descontado é indevido, e você tem 5 anos para pedir de volta. Como funciona a restituição.

Por conta própria: qual é o seu caso

A pergunta que separa as duas categorias é uma só: você tem renda do próprio trabalho?

  • Sim → contribuinte individual. Diarista, pedreiro, manicure, motorista de aplicativo, profissional liberal. Contribuir é obrigatório;
  • Não → facultativo. Dona de casa, estudante, desempregado. Contribuir é opcional.

Errar a categoria não faz o dinheiro sumir, mas gera pendência no CNIS e pode fazer o período ser questionado na hora do benefício.

→ As duas categorias comparadas, com a tabela de benefícios de cada uma

A escolha do plano define sua aposentadoria

Esta é a decisão mais importante de quem paga por conta própria, e ela é de longo prazo:

PlanoValor mensal 2026Dá direito a
Normal (20%)R$ 324,20 a R$ 1.695,11Aposentadoria por idade e por tempo de contribuição, até o teto
Simplificado (11%)R$ 178,31Só por idade, limitada a 1 salário mínimo
Baixa renda (5%)R$ 81,05Só por idade, limitada a 1 salário mínimo

A economia mensal engana. Pagar 11% em vez de 20% economiza cerca de R$ 146 por mês, mas trava sua aposentadoria no piso e elimina a via por tempo de contribuição. Em vinte ou trinta anos, a diferença acumulada é grande. Quem mudou de ideia pode complementar a diferença depois, com juros.

O plano de 5% (facultativo baixa renda) tem requisitos próprios: não ter renda, dedicar-se ao trabalho doméstico na própria casa e estar no CadÚnico com renda familiar de até dois salários mínimos.

Como gerar e pagar a guia

O caminho oficial e gratuito é o SAL, no site da Receita Federal.

→ Passo a passo para gerar e pagar a GPS → Tabela completa de códigos de pagamento

O código de pagamento é o campo mais importante da guia — ele informa sua categoria e seu plano. Errar gera pendência no extrato.

Os mais usados: 1007 (individual 20%), 1163 (individual 11%), 1406 (facultativo 20%), 1473 (facultativo 11%), 1929 (baixa renda 5%) e 1910 (complementação do MEI).

Se você atrasou

As regras mudam radicalmente conforme a categoria:

  • Facultativo: só recupera os últimos 6 meses;
  • Contribuinte individual: até 5 anos de forma direta; além disso, apenas por indenização, comprovando que exercia atividade na época.

E há uma armadilha: contribuição em atraso conta para tempo de contribuição, mas para carência há restrição — o que faz muita gente pagar atrasado sem conseguir o benefício que queria.

→ Como pagar INSS atrasado: prazos, juros e o limite dos 5 anos

Confira se as contribuições entraram

Contribuição paga que não aparece no CNIS é o mesmo que contribuição não paga, para o INSS. Vale conferir o extrato uma vez por ano:

→ Como consultar o CNIS → O que significam os indicadores e como corrigir

Guarde os comprovantes — são a sua prova se o recolhimento não aparecer.

Para que serve contribuir

A contribuição garante acesso a:

Atenção: quem contribui por GPS não tem direito ao auxílio-acidente nem ao salário-família. Eles são exclusivos de empregado, doméstico, avulso e segurado especial.

O custeio da Previdência Social — quem contribui, sobre o quê e com qual alíquota — está na Lei nº 8.212/1991, e os benefícios que essa contribuição garante, na Lei nº 8.213/1991. Ambas são regulamentadas pelo Decreto nº 3.048/1999.

Os valores de 2026 vêm da Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de 09/01/2026, e a progressividade das alíquotas de 7,5% a 14% foi introduzida pela Emenda Constitucional nº 103/2019.

Cuidados

  • Gerar a guia é gratuito no SAL. Nenhum site precisa cobrar por isso;
  • Confira categoria e código antes de pagar;
  • Não interrompa sem pensar — perder a qualidade de segurado significa perder a proteção, e o facultativo tem pouquíssima margem para recuperar atrasos. Até quando você continua protegido depois de parar;
  • Guarde os comprovantes de todo recolhimento.

Guias em destaque

Os conteúdos mais completos sobre contribuição.

Todos os guias de Contribuição

10 guias publicados nesta seção.

Perguntas frequentes

Respostas diretas para as dúvidas mais comuns sobre contribuição.

Quanto o INSS desconta do salário em 2026?
De 7,5% a 14%, em faixas progressivas. Como o cálculo é por faixa, a alíquota efetiva é sempre menor que a da faixa em que você está: quem ganha R$ 5.000 desconta cerca de 10%, não 14%.
Sou autônomo. Quanto pago por mês?
No plano simplificado, R$ 178,31 (11% do salário mínimo). No plano normal, 20% sobre o valor declarado, de R$ 324,20 a R$ 1.695,11. O simplificado é mais barato mas limita a aposentadoria a um salário mínimo.
Qual a diferença entre contribuinte individual e facultativo?
O individual tem renda do próprio trabalho e contribuir é obrigatório. O facultativo não tem renda de trabalho e contribui por opção — dona de casa, estudante, desempregado.
Posso pagar INSS atrasado?
Depende da categoria. O facultativo só recupera os últimos 6 meses. O contribuinte individual recupera até 5 anos de forma direta e, além disso, apenas por indenização com prova de atividade.
MEI precisa pagar GPS?
Não. O INSS do MEI, de 5% sobre o salário mínimo, já vem dentro do boleto DAS. GPS só se ele quiser complementar de 5% para 20%, pelo código 1910.