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Aposentadoria

Aposentadoria pelo INSS: tipos, regras de 2026 e como funciona

Resumo: existem quatro tipos de aposentadoria no INSS — por idade, por tempo de contribuição (só pelas regras de transição), especial e por incapacidade permanente. Quem contribuía antes de 13/11/2019 tem direito a cinco regras diferentes e se aposenta pela primeira que cumprir. Quem começou depois só tem a regra definitiva: 62 anos (mulher) ou 65 anos (homem). O valor é 60% da média salarial mais 2% por ano acima de 20 anos de contribuição.
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Os tipos de aposentadoria

Depois da Reforma da Previdência (EC 103/2019), o INSS trabalha com quatro modalidades:

TipoPara quem
Por idadeQuem atingiu a idade mínima com o tempo mínimo de contribuição
Por tempo de contribuiçãoApenas pelas regras de transição, para quem já contribuía antes de 13/11/2019
EspecialQuem trabalhou exposto a agente nocivo à saúde
Por incapacidade permanenteQuem ficou permanentemente incapaz para o trabalho (a antiga “por invalidez”)

A data que divide tudo é 13 de novembro de 2019. Quem já contribuía antes dela tem direito às regras de transição, que permitem se aposentar mais cedo. Quem começou depois só tem a regra definitiva. Não existe escolha: é a data da sua primeira contribuição que define.

As regras de 2026

Quem tem direito às transições pode escolher entre cinco regras e se aposenta pela primeira que conseguir cumprir. O INSS deve conceder pela mais vantajosa.

Os números que valem neste ano:

RegraMulherHomem
Definitiva62 anos + 15 de contribuição65 anos + 20 de contribuição
Idade mínima progressiva59 anos e 6 meses + 30 de contribuição64 anos e 6 meses + 35 de contribuição
Pontos (idade + contribuição)93 pontos + 30 de contribuição103 pontos + 35 de contribuição
Pedágio de 100%57 anos + pedágio60 anos + pedágio
Pedágio de 50%tempo faltante + 50%tempo faltante + 50%

As cinco regras explicadas em detalhe, com as tabelas de progressão até 2033

Cinco categorias têm regra própria

Antes de usar a tabela acima, veja se você se encaixa em algum destes casos. Todos exigem menos que a regra geral, e valem em todas as transições:

Se vocêA regra é outra
Deu aula na educação básicaProfessor: cinco anos a menos
Tem deficiênciaTempo reduzido conforme o grau, de 20 a 33 anos
Trabalhou no campo em economia familiarRural: 55 e 60 anos, sem precisar ter contribuído
Trabalhou no campo e na cidadeHíbrida: os dois tempos somam
Se expôs a agente nocivoEspecial: 15, 20 ou 25 anos de exposição

Na especial, quem decide é o PPP, não a profissão. Não existe lista de carreiras com direito automático — vigilante, enfermeiro e frentista só se aposentam antes se o documento comprovar a exposição.

O que vale e o que não vale por profissão

Quanto você vai receber

O valor não depende da regra escolhida (com exceção dos pedágios). A fórmula é:

  1. O INSS calcula a média de todos os seus salários desde julho de 1994, corrigidos pela inflação;
  2. Você recebe 60% dessa média;
  3. Some 2% por ano de contribuição acima de 20 anos (homem) ou 15 anos (mulher).

Um homem com 30 anos de contribuição recebe 60% + 20% = 80% da média. Para chegar aos 100%, precisaria de 40 anos.

Os limites em 2026: R$ 1.621,00 (salário mínimo) e R$ 8.475,55 (teto), conforme a Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de 09/01/2026.

Por isso pressa costuma custar caro. Cada ano a mais soma 2% permanentes, pelo resto da vida. A regra que permite aposentar primeiro raramente é a que paga melhor — a única exceção é o pedágio de 100%, que paga 100% da média sem redutor.

O cálculo passo a passo, com exemplos

Por onde começar

A ordem importa. Fazer na sequência errada é a causa mais comum de benefício negado.

1. Confira seu CNIS. É o extrato de todos os seus vínculos e contribuições, e ele quase nunca está completo. Vínculo antigo sem data de saída, contribuição de autônomo que não entrou, período com pendência — o INSS não conta nada disso.

Como consultar o CNISO que significam os indicadores e como corrigir

2. Só então simule. O simulador do Meu INSS só enxerga o que está no CNIS. Extrato furado gera simulação furada — e muita gente desiste achando que falta muito mais do que falta.

Como usar o simulador e calcular seu tempo na mão

3. Compare as regras, não só as datas. Simule o valor em cenários diferentes: hoje, daqui a um ano, daqui a três.

4. Se faltar pouco, continue contribuindo. Autônomos e facultativos pagam pela GPS — mas atenção ao plano escolhido, porque o simplificado limita a aposentadoria a um salário mínimo.

Como gerar e pagar a GPSTabela de códigos de pagamento

5. Se o CNIS vier vazio, ainda há caminho. Trabalho sem registro pode ser reconhecido com prova, e quem tem 65 anos e baixa renda pode receber o BPC sem nunca ter contribuído.

Quem nunca contribuiu tem direito a aposentadoria?

Depois de concedida

Duas dúvidas aparecem sempre, e as duas têm resposta contraintuitiva:

Posso continuar trabalhando? Pode, e continua obrigado a contribuir — mas essas contribuições não aumentam o seu benefício. A desaposentação é inconstitucional desde 2016. Na prática, adiar o pedido costuma render mais que se aposentar cedo e seguir trabalhando.

Aposentado que trabalha: o que muda

Dá para revisar pela vida toda? Não para novos pedidos. O STF encerrou a tese, e é importante saber disso antes de contratar alguém que a ofereça.

Revisão da vida toda: a situação hoje

Se o pedido for negado

Benefício negado raramente significa “você não tem direito”. Na maioria das vezes o problema é documental: período não reconhecido, CNIS com pendência, documento faltando.

O comunicado de decisão no Meu INSS traz o motivo exato, e a partir dele você tem 30 dias para recurso administrativo — gratuito e sem advogado obrigatório.

Aposentadoria negada: motivos comuns, recurso e quando é melhor fazer novo pedido

Cuidados

  • Todo o processo é gratuito no Meu INSS ou pelo telefone 135 — simulação, requerimento, recurso;
  • Nenhum site garante aposentadoria. Quem promete concessão ou “liberação rápida” está vendendo o que não pode entregar;
  • Corrija o CNIS antes de pedir. Depois de concedido, mudar a regra do benefício exige processo de revisão, que demora;
  • Nunca informe sua senha gov.br a terceiros, inclusive a quem se ofereça para simular por você.

Todos os guias de Aposentadoria

15 guias
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Perguntas frequentes

Qual a idade para se aposentar em 2026?
Na regra definitiva, 62 anos para mulheres e 65 para homens. Nas regras de transição, quem contribuía antes de 13/11/2019 pode se aposentar mais cedo: 59 anos e 6 meses (mulher) ou 64 anos e 6 meses (homem), desde que tenha 30 ou 35 anos de contribuição.
Ainda existe aposentadoria por tempo de contribuição?
Só pelas regras de transição, para quem já contribuía antes de 13/11/2019. A Reforma da Previdência acabou com a modalidade pura para quem entrou no sistema depois dessa data — hoje sempre há uma idade mínima ou pontuação a cumprir.
Como sei quanto tempo já contribuí?
Emita o Extrato de Contribuição (CNIS) no Meu INSS. Ele lista todos os vínculos e contribuições. Confira se há períodos faltando ou com indicador de pendência antes de confiar no total.
Quanto vou receber de aposentadoria?
60% da média de todos os seus salários desde julho de 1994, mais 2% para cada ano de contribuição acima de 20 anos (homem) ou 15 anos (mulher). O valor fica entre R$ 1.621,00 e R$ 8.475,55 em 2026.
Vale a pena antecipar a aposentadoria?
Quase nunca. Cada ano a mais de contribuição soma 2% permanentes ao benefício. Aposentar no menor tempo possível costuma significar receber menos pelo resto da vida. Simule mais de um cenário antes de decidir.