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Guia GPS

GPS: como gerar, preencher e pagar a Guia da Previdência Social

Tudo sobre a GPS: quem precisa emitir, os códigos de pagamento, os valores de 2026, onde gerar de graça e o que fazer se pagou no código errado.

Começar por aqui
  • Conteúdo atualizado
  • Linguagem simples
  • Passo a passo prático

Como usar a GPS

O boleto de quem não tem carteira assinada.

Guia GPS em 2026

Os números que valem neste ano.

R$ 81,05
o valor mínimo em 2026
R$ 1.695,11
o valor máximo
  • É o boleto usado por autônomos, facultativos e donas de casa
  • Você gera de graça no site da Receita Federal
  • Não pague sites que cobram por emitir a guia
  • O código de pagamento define que aposentadoria a contribuição garante

Quem usa a GPS

A GPS — Guia da Previdência Social é o documento de arrecadação do INSS para quem não tem carteira assinada.

Se você é CLT, o desconto já sai do salário e a empresa recolhe — a GPS não é para você.

Ela existe para quatro perfis:

  • Contribuinte individual — autônomos que recebem por serviços prestados: diarista, pedreiro, manicure, motorista de aplicativo, profissional liberal. Contribuir é obrigatório;
  • Facultativo — quem não tem renda de trabalho mas quer contar tempo: dona de casa, estudante, desempregado. Contribuir é opcional;
  • Facultativo de baixa renda — pessoa de família no CadÚnico, sem renda própria, dedicada ao trabalho doméstico na própria casa, que paga só 5%;
  • Segurado especial, em situações específicas.

MEI não usa GPS no dia a dia: o INSS dele já vem dentro do DAS.

→ Qual é o seu caso: individual ou facultativo

Os valores de 2026

Com o salário mínimo de R$ 1.621,00 e o teto de R$ 8.475,55 (Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de 09/01/2026):

PlanoAlíquotaValor mensal
Normal20%R$ 324,20 a R$ 1.695,11
Simplificado11%R$ 178,31
Baixa renda5%R$ 81,05
Complementação MEI15%R$ 243,15

O plano é uma decisão de longo prazo, não uma economia mensal. O simplificado e o de baixa renda são mais baratos, mas limitam a aposentadoria a um salário mínimo e não valem para aposentadoria por tempo de contribuição. Se você pretende se aposentar acima do mínimo, o caminho é o plano de 20%.

O código de pagamento

É o campo mais importante da guia. Ele informa ao INSS quem você é, qual plano escolheu e com que frequência paga.

Os mais usados:

CódigoQuem usaAlíquota
1007Contribuinte individual — normal20%
1163Contribuinte individual — simplificado11%
1406Facultativo — normal20%
1473Facultativo — simplificado11%
1929Facultativo baixa renda5%
1910MEI — complementação15%

Errar o código não faz o dinheiro sumir, mas gera pendência no CNIS e pode fazer o período não contar como você espera.

→ Tabela completa de códigos, mensais e trimestrais

Já pagou errado? Existe a retificação, o RetGPS, feita na Receita Federal. Ela corrige a guia e aproveita o valor pago — bem melhor que pedir restituição, que devolve o dinheiro mas apaga o período.

→ Como corrigir uma GPS paga com código ou competência errada

Como gerar e pagar

O caminho oficial e gratuito é o SAL — Sistema de Acréscimos Legais, no site da Receita Federal.

→ Passo a passo completo para emitir e pagar

Vencimento: dia 15 do mês seguinte à competência.

Recolhimento trimestral: quem ganha até um salário mínimo pode pagar de três em três meses, usando códigos próprios.

Se você atrasou

As regras mudam radicalmente conforme a categoria:

  • Facultativo: só recupera os últimos 6 meses;
  • Contribuinte individual: até 5 anos direto; além disso, apenas por indenização, com prova de atividade.

E há uma armadilha: contribuição em atraso conta para tempo de contribuição, mas para carência há restrição.

→ Como pagar INSS atrasado: prazos, juros e o limite dos 5 anos

Depois de pagar, confira

Contribuição paga que não aparece no CNIS é, para o INSS, contribuição não paga.

  • Guarde os comprovantes — são a sua prova;
  • Confira o CNIS pelo menos uma vez por ano.

→ Como consultar o CNIS → O que significam os indicadores e como corrigir

Para que serve contribuir

A GPS em dia garante acesso a aposentadorias, benefícios por incapacidade, salário-maternidade e pensão por morte aos seus dependentes.

Atenção: quem contribui por GPS não tem direito ao auxílio-acidente nem ao salário-família — eles são exclusivos de empregado, doméstico, avulso e segurado especial.

Cuidados

  • Gerar a GPS é gratuito no site da Receita Federal. Nenhum site precisa cobrar por isso;
  • Confira código e competência antes de pagar — errar em qualquer um dos dois gera pendência;
  • Guarde os comprovantes;
  • Não interrompa sem pensar — perder a qualidade de segurado significa perder a proteção, e o facultativo tem pouquíssima margem para recuperar atrasos.

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Perguntas frequentes

Respostas diretas para as dúvidas mais comuns sobre guia gps.

Quem precisa pagar GPS?
Quem não tem carteira assinada e contribui por conta própria: contribuinte individual (autônomo), facultativo, facultativo de baixa renda e segurado especial em situações específicas. Quem é CLT tem o desconto na folha e não emite GPS.
Onde gero a guia de graça?
No SAL — Sistema de Acréscimos Legais, no site da Receita Federal. É gratuito. Nenhum site precisa cobrar para emitir a GPS.
Qual o valor da GPS em 2026?
De R$ 81,05 (5%, facultativo baixa renda) a R$ 1.695,11 (20% sobre o teto). No plano simplificado de 11% sobre o salário mínimo, R$ 178,31.
MEI paga GPS?
Não no dia a dia. O INSS do MEI já vem dentro do boleto DAS. GPS só se ele quiser complementar de 5% para 20%, pelo código 1910, pagando R$ 243,15 a mais.
Qual o vencimento?
Dia 15 do mês seguinte à competência. Quem ganha até um salário mínimo pode optar pelo recolhimento trimestral, com códigos próprios.