Inscrição no INSS e NIT: como conseguir o seu número
Um número, quatro nomes
Esta é a confusão que mais faz gente criar cadastro duplicado:
| Sigla | O que significa | Quem emite |
|---|---|---|
| NIT | Número de Inscrição do Trabalhador | INSS |
| PIS | Programa de Integração Social | Caixa, para trabalhador da iniciativa privada |
| PASEP | Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público | Banco do Brasil, para servidor |
| NIS | Número de Identificação Social | Usado no CadÚnico e em programas sociais |
São nomes diferentes para o mesmo número. Se você já tem PIS porque trabalhou com carteira assinada, ou NIS porque está no CadÚnico, esse já é o seu número de inscrição no INSS. Não faça outro.
Criar uma segunda inscrição espalha suas contribuições em dois números — e elas não somam sozinhas. Muita gente só descobre isso na hora de pedir benefício, quando falta tempo que na verdade existe.
Quem precisa se inscrever
Precisa:
- Contribuinte individual — autônomo que vai começar a pagar;
- Facultativo — dona de casa, estudante, desempregado;
- Segurado especial — trabalhador rural ou pescador artesanal;
- Quem nunca teve carteira assinada nem participou de programa social.
Não precisa:
- Empregado com carteira assinada — a inscrição foi feita pelo empregador no primeiro registro;
- Quem já tem PIS, PASEP ou NIS.
→ Descubra qual é a sua categoria de segurado
Onde encontrar o número que você já tem
Antes de criar qualquer coisa, procure:
- Carteira de trabalho — o PIS aparece na página de identificação;
- Extrato do FGTS, no aplicativo da Caixa;
- Cartão do Bolsa Família ou documentos do CadÚnico, para o NIS;
- Meu INSS — ao entrar com a conta gov.br, o número aparece nos seus dados;
- Telefone 135, informando o CPF.
Como fazer a inscrição
É gratuita e feita à distância:
- Entre no Meu INSS com CPF e senha gov.br. Se você ainda não tiver inscrição, ela pode ser criada nesse próprio acesso;
- Confirme os dados — nome, data de nascimento, nome da mãe. Precisam bater com o CPF na Receita Federal;
- Anote o número gerado. Ele será usado em toda contribuição daí em diante.
Também dá para fazer pelo telefone 135, útil quando o sistema está indisponível.
Depois de ter o número
Com o NIT em mãos, você pode começar a contribuir:
-
Escolha a categoria e o plano — a decisão de maior impacto de longo prazo;
-
Gere a GPS no SAL, no site da Receita Federal, com o código correto;
-
Pague até o dia 15 do mês seguinte à competência;
-
Confira o CNIS depois de algumas semanas, para ver se o recolhimento entrou.
Se você tem números duplicados
Acontece com quem teve PIS antigo, esqueceu, e criou um NIT depois. O sintoma é o CNIS mostrar menos tempo do que você lembra ter contribuído.
O que fazer: pedir a unificação no Meu INSS, pelo serviço de atualização de dados cadastrais, informando os dois números e anexando documentos de cada período.
Quanto antes, melhor — a unificação é mais simples que reconstruir a história depois.
→ O que fazer quando um vínculo não aparece no CNIS
Cuidados
- A inscrição é gratuita. Nenhum site precisa cobrar para “gerar seu NIT”;
- Procure o número que você já tem antes de criar outro — é o erro mais comum e o mais chato de desfazer;
- Confira se os dados batem com a Receita Federal. Divergência de nome da mãe ou data de nascimento trava o cadastro;
- Guarde o número junto com os documentos importantes. Ele acompanha você a vida inteira.
Perguntas frequentes
O que é o NIT?
Já tenho PIS. Preciso fazer NIT?
Como faço a inscrição?
Quem precisa se inscrever?
Descobri que tenho dois números. E agora?
Leia também
- Como pagar INSS atrasado: prazos, juros e o limite dos 5 anosComo regularizar contribuições atrasadas do INSS: o limite de 6 meses do facultativo, a regra dos 5 anos do autônomo, cálculo de juros e multa no SAL.
- INSS autônomo ou facultativo: qual é o seu caso e quanto pagar em 2026A diferença entre contribuinte individual e facultativo, quanto cada um paga em 2026 e por que escolher a categoria errada gera pendência no CNIS.
- Qualidade de segurado e período de graça: quanto tempo você continua protegidoParar de contribuir não tira sua proteção na hora. Veja quanto dura o período de graça — de 12 a 36 meses — e como recuperar a qualidade de segurado.